Aposentadoria por idade: 5 erros que podem diminuir o valor do benefício do INSS, com carteira de trabalho, calculadora, moedas e documentos de planejamento previdenciário.

Aposentadoria por Idade: 5 Erros que Podem Diminuir o Benefício

Chegar à idade de se aposentar não significa que seja o momento ideal para fazer o pedido ao INSS. Antes de solicitar a aposentadoria, é importante conferir o histórico previdenciário, as contribuições registradas e qual regra pode proporcionar o melhor resultado.

Erros no CNIS, salários não registrados e até a escolha precipitada da data do requerimento podem interferir no valor da aposentadoria. Em algumas situações, o segurado pode receber menos do que receberia se tivesse corrigido seu histórico ou planejado melhor o momento do pedido.

1. Pedir a aposentadoria sem conferir o CNIS

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) reúne grande parte dos vínculos de emprego, remunerações e contribuições utilizadas pelo INSS para analisar a aposentadoria.

O problema é que o cadastro pode apresentar vínculos ausentes, datas incorretas, remunerações incompletas ou contribuições com pendências.

Se essas informações não forem corrigidas antes ou durante o requerimento, períodos importantes podem deixar de ser considerados corretamente pelo INSS.

Por isso, o CNIS deve ser conferido antes do pedido. Carteiras de trabalho, contracheques, carnês, guias de recolhimento e outros documentos podem ser importantes quando existem divergências.

2. Não conferir se todos os salários estão corretos

Não basta verificar apenas se o emprego aparece no CNIS. As remunerações registradas também merecem atenção, porque o valor da aposentadoria é calculado a partir do histórico contributivo do segurado.

Depois da Reforma da Previdência, a regra geral de cálculo passou a considerar a média das contribuições desde julho de 1994, aplicando-se posteriormente o percentual correspondente à regra utilizada.

Se determinado período possui remunerações ausentes ou inferiores às efetivamente recebidas e a situação não é corrigida, isso pode influenciar negativamente a média utilizada para calcular o benefício.

3. Achar que completar a idade significa que já é hora de pedir

Um dos erros mais importantes é observar somente a idade.

O histórico previdenciário pode permitir que o trabalhador se enquadre em diferentes regras de aposentadoria, especialmente quando já contribuía antes da Reforma da Previdência de 2019.

Em 2026, por exemplo, continuam existindo regras de transição envolvendo sistema de pontos, idade mínima progressiva e pedágios. Cada uma possui requisitos e formas de cálculo próprias.

Por isso, duas pessoas com a mesma idade e quantidade semelhante de contribuições podem obter resultados diferentes.

Antes do requerimento, é recomendável comparar as regras disponíveis e verificar qual delas é mais vantajosa.

4. Ignorar períodos de trabalho que não aparecem no sistema

Outro erro é considerar que somente aquilo que aparece automaticamente no Meu INSS pode ser utilizado.

Um vínculo ausente do CNIS não significa necessariamente que aquele período foi perdido.

Empregos antigos registrados na carteira de trabalho, períodos rurais, atividades especiais e outras situações podem exigir documentação específica e análise individual antes da aposentadoria.

Reconhecer corretamente esses períodos pode aumentar o tempo total de contribuição e, dependendo da regra aplicável, antecipar a aposentadoria ou modificar o cálculo do benefício.

5. Fazer o pedido sem comparar o valor de esperar mais alguns meses

Nem sempre solicitar a aposentadoria assim que os requisitos mínimos são preenchidos produz o melhor resultado financeiro.

Dependendo do histórico do segurado, algumas contribuições adicionais podem modificar o percentual aplicado sobre a média ou permitir o preenchimento de outra regra de aposentadoria.

Isso não significa que esperar seja sempre melhor.

Adiar a aposentadoria também significa deixar de receber mensalidades durante determinado período. A decisão precisa comparar o possível ganho futuro com aquilo que o segurado deixaria de receber enquanto aguarda.

A melhor data para pedir a aposentadoria não é necessariamente o primeiro dia em que o segurado consegue se aposentar.

Como é calculada a aposentadoria depois da Reforma?

Na regra geral criada pela Reforma da Previdência, o cálculo parte da média das contribuições consideradas desde julho de 1994.

Sobre essa média é aplicado, em regra, um percentual inicial de 60%, com acréscimo de dois pontos percentuais por ano que ultrapassar o tempo estabelecido pela legislação.

Para as mulheres, na regra geral aplicável ao RGPS, o acréscimo ocorre para os anos que ultrapassarem 15 anos de contribuição.

Para os homens, em regra, o acréscimo ocorre após 20 anos, observadas as particularidades das regras aplicáveis a cada segurado.

É justamente por existirem diferentes regras que analisar apenas a idade pode ser insuficiente para saber quanto o segurado receberá.

O simulador do Meu INSS mostra o valor correto?

O Meu INSS possui a ferramenta “Simular Aposentadoria”, que utiliza os dados existentes na base previdenciária para indicar possibilidades de aposentadoria e realizar projeções.

A simulação é útil, mas depende das informações cadastradas.

Se o CNIS estiver incompleto ou possuir erros, a projeção também poderá não refletir todo o histórico previdenciário do segurado.

Por isso, o resultado da simulação deve ser analisado com cautela, especialmente quando existem vínculos, contribuições ou períodos que não aparecem corretamente no sistema.

Vale a pena analisar a aposentadoria antes de fazer o pedido?

Sim. Quanto maior e mais complexo for o histórico profissional, mais importante se torna essa conferência.

Trabalhadores com vários empregos, períodos sem registro no CNIS, contribuições como autônomo, atividade rural, atividade especial ou recolhimentos em diferentes valores podem exigir uma análise mais detalhada.

O objetivo é identificar o tempo efetivamente existente, corrigir possíveis inconsistências e comparar as regras disponíveis antes de transformar uma simulação em um requerimento definitivo.

Se você está próximo de se aposentar, procure orientação previdenciária antes de fazer o pedido ao INSS. Conferir o CNIS, os salários e as diferentes regras de aposentadoria pode evitar erros que prejudiquem o valor do benefício.

Compartilhar:
WhatsApp
Facebook
(Twitter)
LinkedIn

Dr. Gustavo Lopes

Advocacia Previdenciária — INSS e RPPS. Atendimento 100% online em todo o Brasil, com transparência e segurança em cada etapa.
OAB/CE 29.149 — Gustavo Lopes de Souza

Onde Estamos

Contato